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Data 04/05/2009
De Ademar Moura e Silva
Assunto Direito de Resposta II

Ao exercer o meu direito natural de resposta (e não o direito impositivo legal) sobre uma situação inverídica contida no texto “Tudo não passou de boato” que suscitou interpretações fantasiosas pelo seu autor, o fiz no intuito de barrar a prática abominável das conjecturas baseadas em fofocas, como o próprio título da nota assim o identifica. Primeiramente para restabelecer a verdade e, em segundo lugar, para evitar que um canal de comunicação aberto ao público em geral, dito democrático, que se propõe a discutir as questões fundamentais do nosso município venha a se transformar num tosco “mexerico da Candinha”.
Ao reagir contra a nota maliciosa não foi “simplesmente por querer polemizar” – como você mesmo disse em sua réplica “Verdades não ditas” – já que esta não é minha característica e tampouco me sentiria ofendido se as suas alusões fossem fundadas em fatos concretos até porque tenho a tranqüilidade de exercer o estado do livre arbítrio ao afirmar as minhas convicções políticas, pois costumo tratar essas questões em “tom civilizado” como você também observou.
Reconheço que na minha resposta eu deveria “ter citado expressamente e de forma clara onde o texto publica uma falsa notícia; um factóide”, mas o faço agora, destacando do texto original, o seguinte trecho: “De acordo com o informante, Edvaldo passara a manhã na casa de Ademar em conversas que, no final, garantiram um acordo político entre os dois. Após o acordo ambos, lado a lado, saíram para o restaurante de Corsino onde já se encontravam o vice-prefeito César Oliveira e o secretário de Educação, Leonir Floriani.” .
Isso jamais aconteceu. É uma mentira deslavada! Desafio a qualquer pessoa, principalmente aos seus informantes, que de forma irrefutável e em sã consciência, venha provar a informação de que o prefeito Edvaldo, esteve em minha casa nos termos denunciados no seu blog.
São essas e outras mentiras que venham a ser sustentadas no futuro que me fizeram contextualizar de forma genérica que “levam à desinformação e influenciam negativamente a opinião pública sobre o caráter das pessoas de bem”. Trata-se, portanto, de uma reflexão pertinente.
Por outro lado, não posso negar a sua razão quando adverte que devemos ter cuidado com as palavras para se preservar a coerência, embora você mesmo tenha olvidado a própria observação que fez no desenvolvimento do seu raciocínio. Senão vejamos:
1 - Ao questionar por que eu não citei o telefonema em que você inquiriu a respeito do boato asseguro que em nenhum momento afirmei a ocorrência desse encontro em minha residência. Confirmei, sim, que este tinha ocorrido casualmente no restaurante de Corsino e isso você noticiou. Esqueceu? Frisando ainda, não sei a que propósito, uma situação pretérita de “ex-candidato derrotado a prefeito de Queimadas, contra o próprio Cayres”. Então, não se atreva a sustentar meias verdades do tipo: “chequei e com a principal fonte, você” generalizando a informação.
2 - Não explicitei “como e porque o blog do Haroldo” feriu a minha honra ou meu caráter pelo simples fato de não ter suscitado tal assunto. Na verdade falei de princípios e você utilizou o argumento como um gancho para mais uma vez fazer ilações infundadas acusando-me de ser aliado da atual administração pelo simples fato de ter levantado a estória dos pneus, a ponto de me ofender ao qualificar a minha expressão como “palavras chulas de bajulador” com o agravante de fazer intrigas ao me denunciar como um “crítico ácido de Edvaldo Cayres e César Oliveira”, num ato de simulada inconfidência.
Ainda sobre o capítulo da (in)coerência não posso concordar com a sua ousadia em dizer que fui desonesto em meus argumentos ao suspeitar que o passarinho anda em más companhias, quando defende que este, do alto dos seus 61 anos, ao contrário, prefere as boas companhias “uma das quais você próprio”, referindo-se a mim. Aqui o passarinho desveste-se de sua plumagem e se revela por inteiro. E eu que pensava que o famoso passarinho representava o universo de informantes que alimentam o blog. Que pena. Agora já não mais poderá usar o simpático mote: “um passarinho me contou...”
Enfim, depois das inverdades e das novas ofensas proferidas, torna-se difícil acreditar no caráter da imprensa preconizado pelo jornalista no tocante à impessoalidade, imparcialidade e de dizer apenas a verdade.
Como não sou dado a polêmicas não quero mais me estender sobre esse assunto e, definitivamente, dou por encerrada esta discussão, até por uma questão de coerência (sempre ela). Trago esses esclarecimentos ao público para que os leitores desse blog possam fazer uma avaliação dos fatos segundo a sua própria consciência e poder de discernimento.
Sinceramente, espero que o blog do Haroldo prospere e cumpra o seu importante papel de informar, instigar o debate e motivar as pessoas a participarem ativamente do processo sócio-político de nossa terra, tão maltratada pelos governantes, sem precisar lançar mão de expedientes condenáveis. Apesar de tudo, acredito nesta iniciativa, pois tanto eu, como Haroldo e muita gente que está se manifestando agora, deseja o melhor para a nossa velha e querida Villa Bela de Santo Antonio das Queimadas!

 

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