Lampião

LAMPIÃO  ROUBA, ASSALTA E MATA EM QUEIMADAS
Por: Antonio Monteiro 

A surpresa:

                 Quem poderia um dia imaginar que o tão famoso bandoleiro do sertão, tivesse em seus planos de ladrão e homicida, a coragem de invadir Queimadas, uma cidade pacata, mas estratégica, com serviço de telégrafo e trem usual? Pois, invadiu!

 LAMPIÃO CHEGA À QUEIMADAS

                O Rio Itapicuru estava cheio. João Lantyer, Coletor Federal, irmão de Zulmira, estava na oficina de Pedro do Pataco, quando passava vindo do rio, um grupo de cerca de 18 homens armados, que o deixou confuso, porque o sargento Evaristo, Comandante do Quartel da PM, esperava uma Volante, na qual o Comandante era seu amigo e viria almoçar com ele.

ZULMIRA LANTYER RECONHEÇE LAMPIÃO

                As 10:30 horas do dia 22 de dezembro de 1929, um domingo, em plenos preparativos para os festejos do natal e do ano novo, um grupo de moças, entre elas Zulmira Lantyer, ensaiava em casa uma peça teatral para ser apresentada na noite de natal.

                 Da janela da casa, umas das moças confunde o bando de cangaceiros com uma Volante. Porém, Zulmira, que conhecia o facínora através de retratos em jornais, o reconhece, e fala para as amigas: - É o bando de Lampião. E, o que vai na frente é o próprio. A jovem Zulmira sai correndo e espalha a notícia da invasão de Lampião na cidade, contudo, o povo, não acredita nela.

 DISTRIBUIÇÃO DOS CANGACEIROS

                Arteiro, Lampião designou dois cangaceiros para tomarem de assalto a Estação de trem de Queimadas. Na estação cortaram os fios do telégrafo, danificaram o aparelho,  roubaram o dinheiro e ficaram de campana.

 LAMPIÃO CHEGA AO QUARTEL

                Como se conhecesse Queimadas como a palma da mão, com a maior facilidade, Lampião chega ao Quartel da Polícia Militar. O facínora na frente. Sem nenhum escrúpulo o grupo invade o quartel.

                Todos os dias - diz seu Nôza - eu ia levar comida para um preso de Itiúba, que era compadre de D. Marocas, minha mãe, quando vi o bando. Dentro do quartel, sentados no último degrau da escada havia dois soldados brincando com umas pedras no piso riscado. O bando fez uma volta no salão e cercou os soldados, que “bateram” continência para Lampião. O cangaceiro – chefe repudiou veemente: - Baixe os braços, macacos! Eu sou o bandido Lampião! Os soldados ficaram paralisados

                Lampião abriu a porta da cadeia e soltou os doze presos (assassinos e ladrões). Inclusive um soldado da PM que havia estuprado uma criança. Em seguida, Lampião utilizando-se de um apito (artifício que o sargento usava para chamar os soldados com urgência ao quartel), fez com que os outros soldados, até mesmo o Sargento Evaristo, voltassem correndo para o quartel, sendo surpreendidos pelos cangaceiros e presos na cadeia.

                Na época eram exatamente sete soldados e um sargento. Na porta do quartel, do lado de fora, ficara um cangaceiro com a arma apontada para dentro, em sinal de vigília.  Após essas atitudes, Lampião deixou alguns cangaceiros tomando conta do quartel. Com treze “cabras” desceu pela cidade e foi à casa do juiz, Dr. Hilário.

 ACERTO COM O JUIZ

                Com o Dr. Hilário, Lampião acertou que o mesmo fizesse uma lista de nomes de pessoas influentes e de posses. Imediatamente as intimasse a comparecer com urgência na casa do referido juiz.

                Cada pessoa intimada pelo senhor Alvarino, que chegava à casa do juiz, lhe era estipulado uma quantia em dinheiro ou em jóias, para entregar a Lampião. O senhor Francisco Moura (Catita), Escrivão Estadual, responsável pela Coletoria, disse a Lampião que poderia lhe dar quinhentos mil reis, e deu. Desse modo, cada pessoa intimada deu ao cangaceiro a quantia negociada. Totalizando: 22.345$700(vinte e dois contos, trezentos e quarenta e cinco mil e setecentos reis).

 LAMPIÃO DECLINA SUA FALSA BONDADE

                 Quando seu Catita entregou a Lampião os quinhentos mil reis e o coronel Hermelino entregou oitocentos mil reis, Lampião disse ao então Escrivão da Coletoria Estadual, que por aquela importância que lhe era entregue, se a família Moura viesse a sofrer alguma necessidade, tirasse dali o dinheiro que poderia impedir o efeito citado, ficando o total, diante do que afirmara seu Catita.

                Lampião, então comentou, que os valores arbitrados foram pelo juiz e não por ele. Disse também: “eu sei que negro só tem juízo pela manhã, mas num dia deste, com bandido na porta em demadrugada, tem. Que daquele dinheiro que estava tomando, poderia ser taxado de ladrão, mas não ficaria com um tostão, porque, utilizaria todo dinheiro para pagar as bala que comprava dos próprios macacos; tanto que as balas do seu bando eram todas do ano de 1930, enquanto as dos macacos eram de 1910 a 1930, que não serviam nem pra matar cachorro”. E exibiu seus cartuchos.

 A RAZÃO DE SER BANDIDO

                Segundo história narrada por Lampião, na casa do Dr. Juiz Pretor, a causa de sua vida de bandido foi à morte de seus genitores praticada por dois policiais a mando do Cel. Chefe Político. Ainda jovem fora queixar-se da morte dos pais na delegacia de polícia, onde foi barbaramente espancado. Mais tarde, resolveu falar com o juiz, onde após relato de toda história, inclusive do espancamento sofrido, recebeu apenas o conselho de entregar o caso a Deus, pois os políticos eram maus e estavam com o poder, havendo o perigo de ser molestado se fosse mexer com o caso.

                Não satisfeito, Lampião resolveu matar o Chefe Político, e logo vendeu tudo o que tinha. Com o dinheiro apurado foi até a fazenda do Coronel e o matou. Mais tarde mandou avisar na cidade seu mal feito e fugiu para bem longe.

                A perseguição para prendê-lo foi enorme, até que um dia, em um local muito distante, indo ao povoado, Lampião disse ter visto o seu retrato com uma oferta de duzentos mil reis para quem apresentasse sua cabeça. Neste mesmo dia, quando estava comprando uma fruta, foi abordado por dois soldados que lhe deram ordem de prisão. Mas num lance rápido, tomou a arma de um soldado e atirou no outro, matando-o. Apossando-se das duas armas. No quartel liberou o preso que ia para a penitenciária, sendo este seu primeiro companheiro da jornada de bandido.

                Como bandido, o seu propósito era não entregar-se de maneira alguma à polícia, em virtude da liberdade que usavam os criminosos de seus genitores.

 O MASSACRE NA PORTA DO QUARTEL

                Às 18 horas, Lampião saiu da casa do juiz e voltou ao quartel. No passeio do quartel, em voz alta disse que iria matar todos os macacos. Que as pessoas (civis) se abrigassem em suas casas, atrás de paredes, pois, não gostaria de saber que uma bala do seu bando havia atingido um civil. O Sargento Evaristo pediu que Lampião o livrasse de ver os seus soldados sendo assassinados a sangue frio. Que preferia ser o primeiro a ser morto. Lampião, com muita raiva, mandou que o sargento se afastasse imediatamente do quartel. 

CHAMAMENTO PARA A MORTE

                Um a um os soldados eram chamados para fora do quartel. Lampião fizera uma espécie de meia lua com seus homens. Aos soldados, ele mandava que os mesmos se abaixassem para tirar a caneleira da botina. Quando o soldado se abaixava Lampião atirava na nuca. Os seus “cabras” iam sangrando os mortos e os colocando na porta da prefeitura, lado a lado. 

 SOLDADO CORAGEM

                Um dos soldados, também com o nome de guerra Evaristo, ao ser chamado para a morte, pela janela do quartel tentou agredir Lampião e foi agarrado por seus “cabras”. Entrou em luta corporal com Volta Seca. Dominado, mas, denotando muita coragem, diz para Lampião: “ – Você é muito macho com um fuzil e um punhal na mão. Vamos lutar homem a homem com fuzil ou punhal!” Volta Seca pediu a Lampião que queria sangrar o soldado. Com um punhal sangrou o soldado Evaristo e bebeu o sangue. Depois, no passeio onde é hoje a Câmara dos Vereadores, vomitou. E, onde hoje é o Banco do Brasil, vomitou novamente o sangue do soldado.

 UM CONDENADO ESCAPOU DA MORTE

                Um dos oito militares capturados, apenas o sargento Evaristo Carlos da Costa, comandante do destacamento, escapou. Durante o espaço de tempo que esteve preso, foi obrigado a percorrer as ruas pricinpais, já condenado, acompanhando o grupo, armado de fuzil sem balas, no ombro. A seu lado o perverso cangaceiro Antônio de Engrácia lhe sussurrava nos ouvidos: - Mais tarde o galo vai cantar nos seus ouvidos.

                Ouve-se nos bares em Queimadas, que o Sgt PM Evaristo foi obrigado por Lampião a vestir saia, sutiã, blusa de mulher e sapato alto. Desfilar rebolando pelas ruas da cidade, os “cabras”, em volta dele, mangando. Graças, no entanto, ao pedido formulado por D. Santinha, esposa de Amphilóphio Teixeira, escrivão da Coletoria Federal - o que representou exepcionalíssima concessão do rei do cangaço - que o sargento Evaristo escapou.

                 Ângelo Roque, no mencionado depoimento ao professor Estácio de Lima, confira o fato, dizendo que o sargento, se não fosse à intervenção da moça, igualmente “tinha caído no ferro”. E acrescenta que pensaram que o sargento trabalhava pra eles, o que não passava de grosso equívoco. No processo a que respondeu pesava sobre o sargento a acusação de traição.

                O fato extraordinário de o sargento Evaristo haver escapado com vida se deve a uma jóia, sem que o sexto sentido não tenha também contribuído. Conforme umas das versões, o que ocorreu foi o seguinte: Lampião, na companhia de alguns cangaceiros, ao invadir a residência de Amphilóphio Teixeira, observou que sua esposa, D. Santinha, usava um lindíssimo trancelim de ouro no pescoço, tendo para as jóias palavras de elogio e admiração. D. Santinha, farejando o interesse do bandido por seu pingente de ouro, retira e o oferece a Lampião. Este num ímpeto inesperado, do qual amargamente se arrependeria lhe declarou: - A senhora agora tem o direito de me fazer um pedido. Dizem por aí que bandido não tem palavra, mas eu quero mostrar à senhora que bandido também tem palavra.

                  Naquele momento a vida do sargento foi poupada. D. Santinha pediu por ele, que sua vida fosse preservada, pois tratava-se de cidadão correto, crente, excelente pai de família, homem temente a Deus, religioso e de muito caráter. E continuou a tecer elogios até ser atendida. Notou, todavia, que Lampião ficara constrangido e embaraçado, seguramente por não esperar pedido daquele porte. No entanto, refazendo-se da surpresa, disse: - Nunca poupei vida de macaco, mas eu já disse que à senhora tinha direito a um pedido e vou garantir a minha palavra. Bandido também tem palavra. E se depender de mim o sargento só morre de velho.

             Realmente, a profecia aconteceu, e o sargento Evaristo morrreu de velho.

             Lampião, depois do massacre, ainda deu um baile no Clube e foi embora com seu bando pela madrugada do dia 23 de dezembro de 1929. Daquele dia trágico na pacata cidade, de cidadãos ordeiros, ninguém esquece. O Quartel, ainda hoje, maio de 2009 é o mesmo. Pessoas, tais como: João de Alice, Joel, Nôza, guardam na memória aquele dia triste, marcado de muito sangue em Queimadas. Dizem que as marcas de sangue dos soldados até o presente momento estão incrustradas no passeio do Quartel.

 ALGUMAS AUTORIDADES DA ÉPOCA

                1.Intendente: Aristides Simões. 2. Delegado: Durval Marques. 3. Juiz de paz: Pedro Primo. 4. Coletor Federal: João Lantyer. 5. Escrivão da Coletoria Estadual: Francisco de Moura e Silva (pai do Sr. Nôza). 6. Juiz Pretor: Dr.Hilario (um negro). 7.  Serventuário da Justiça Estadual: Alvarino. 8. Dr. Sampaio. 9. Antonio Araújo – Banco do Brasil. 10.Waldemar Ferreira – comerciante.

 VERDADE OU MENTIRA?

                No decorrer do ano de 1960, dizem que Lampião, já sem a indumentária de cangaceiro, esteve em Santa Luz, na casa comercial do Sargento Evaristo. Em 1962, - diz seu Nôza – meu filho, Francisco, em Apipucos-PE, ouviu uma conversa entre dois senhores, onde um afirmava estar Lampião, numa fazenda ali perto. Uma senhora de Queimadas, que viajava sempre pra São Paulo, numa dessas viagens, num trem, em Minas Gerais, encontrou-se com um senhor idoso que disse conhecer muito bem Queimadas, indicando pontos reais. Ao despedir-se, o referido idoso falou que era o cangaceiro Lampião.

                O senhor Luiz Soares, juntamente com um amigo, esteve na residência de Lampião, na fazenda Rio Verde em Teófilo Otone, em Minas Gerais, onde conversou com Lampião que estava muito doente. Isso em 1977. O que supomos que o referido cangaceiro, estaria com cem anos. Verdade ou mentira?

* Fonte de pesquisa: 1. Oleone Coelho Fontes. Lampião na Bahia. 2. José Moura de Oliveira - Senhor Nôza (Queimadas). Em, 27 de maio de 2009.

           

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Data 15/09/2013
De ANTONIO PEREIRA DE MOURA
Assunto Lampião

O que eu percebo é que os escritoris cada um tem sua estorias quando na realidade foi uma Historia real então a muita controvercia eu particulamente não acredito que lampião foi emboscado e morto acredito que ele morreu de velho igual a o sgt da PM se realmente foi como penso foi merecido ele não era mal apenas justiceiro vcs se lembra da cabra da veilinha e tantas outras foram feitas por ele o que ta precisando é comcretisar a realidade da Historia para que novas geraçoes não fiquem comfusas como eu e tantas outras eu quando garoto na cidade de Serra Talhada ouvi algumas historias de um senhor chamado Saturnino que se disiam ter cido do bando de Lampião que hoje ja falecido ele contando ao meu avõ Paulo Barboza as suas historias ele conseguia mim deixar crente q era veridicas etc. Mto obrigado.

Data 20/05/2013
De marcello c melo
Assunto amorte delampião

longe de mim, a leviandade em dizer que lampião não foi morto em angicos, no intanto, sempre que vi e vejo a foto da cabeça de lampião, não consigo ver ali, a fizionomia do rei do cangaço. afoto da cabeça, me parece ser muito mais jovem do que seria a de lampiao. olhando fotos do falecido bandido, tenho a impresão, que a sua cabeça era maior, o que parece não ser o caso da cabeça apresentada. outra coisa que tambem acho estranho, é que lampião tinha traços fortes, e seu nariz era grande, o que não é o caso da cabeça em questão, cujo o nariz me parece menor, bem afilado. Quanto ás orelhas, a cabeça decapitada, parece ter a ourelha direita como sedo ourelha de abano, e as de lampião não. Lampião tambem não possuia cabelos crespos, como é o caso da cabeça apresentada, seu cabelo era liso, e sempre cobrindo a nuca. Quanto a maria bonita, a cabeça mais parece de um homem, que a da dita cuja. outra coisa que me causa estranhesa, é ofato de só se ter matado dez cangaseiros, mais um. Teria cido a volante incompetente? estragando o elemento surpresa? o Tenente João Besera afirmpou que, fizeram um mine círculo, e abriu fogo. será que ele achou que ali estariam todos os cangaseiros? isto é, só os que foram mortos? Se assim foi, os mais de vinte que fugiram não abriram fogo, fugiram como estavam? Se só moreu um soldado, se a de imaginar que não ouve confronto dos que morreram, nem das dezenas que escaparam, porque?
Talves eu esteja vendo cabelo em casca de ovo.
Um abraço

Data 14/07/2013
De josé nascimento
Assunto Re:amorte delampião

eu acho que se Lampião não tivesse sido morto em Angicos junto com Maria bonita e os demais cangaceiros,o cangaço teria continuado,pois Corisco continuou com o cangaço por dois anos,agora eu pergunto:se Lampião não morreu em angicos,por que não procurou por Corisco,sabendo que corisco ainda tentava manter a chama do cangaço acesa.pode ser que esses boatos sobre Lampião ter sobrevivido,ou nem estava com o bando naquele dia,pois o cangaceiro Candeeiro em um video afirma que Lampião queria ir para Minas Gerais,ele iria falar com os meninos que estavam do outro lado do rio,agora eu pergunto novamente de que lado do rio estava Lampião.

Data 18/12/2012
De Arthur Imperatori
Assunto LAMPIÃO

Lenda mito ou história o fato é muita coisa foi "esquecida" pelos os que narraram esta epopéia, mas NÃO esqueçamos de uma verdade: A HITÓRIA SEMPRE É ESCRITA PELOS VENCEDORES E NEM SEMPRE CORRESPONDE A REALIDADE.

Data 14/08/2012
De Archimedes Jose Melo Marques
Assunto LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE

Sou delegado de polícia no Estado de Sergipe e também estudioso no assunto cangaço onde faço pesquisas há mais de 40 anos.

Também participo do maior movimento pertinente que há no Brasil, o CARIRI CANGAÇO, evento que reúne anualmente as maiores autoridades nacionais e internacionais sobre o tema e que é realizado na cidade do Crato e região do Cariri cearense adjacente. Assim, por conta disso tudo e principalmente em nome da VERDADEIRA HISTÓRIA QUE FOI VILIPENDIADA com o livro “Lampião, o Mata Sete” foi que escrevi LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE.

Só para vocês terem uma ideia das invencionices do autor Pedro de Morais, ele diz no seu livro sobre essa chacina de Queimadas onde foram executados à sangue frio sete soldados, que o Sargento Evaristo fora salvo porque ele era um homem bonito, esbelto, de corpo atletico, razão pela qual LAMPIÃO SE APAIXONOU POR ELE e por isso poupou-lhe a vida...

Trata-se do primeiro livro que faz oposição dentro do assunto cangaço. Procuro refutar tudo que está errado no livro “Lampião, o Mata Sete”, pois essa obra é eivada de vícios do início ao fim. Todas as alegações do autor são levianas e sem provas por menor que sejam e até mesmo desprovidas sequer de indícios de veracidades, como se a história fosse feita de insinuações vindas do nada, provindas de uma mente criativa sem apresentar fatos alguns que pelo menos deixem dúvidas quanto ao alegado. Ressalte-se que sendo o autor um ex-juiz, deveria saber ele muito bem que o DITO E NÃO PROVADO É O NADA JURÍDICO.

Por todas as leviandades escritas pelo autor Pedro de Morais é que seu livro ainda se encontra proibido pela justiça sergipana, principalmente porque o direito de expressão do escritor se esbarra no direito da família de Lampião e Maria Bonita.

Da citada obra, de todas as aleivosias existentes ainda há muita coisa errada, tais como troca de datas, de nomes de pessoas, de fatos, de passagens, além das constantes tentativas de levar o leitor a erro. Enfim o livro do senhor Pedro de Morais é de PÉSSIMO GOSTO EM TODOS OS SENTIDOS, jamais é um livro histórico. Trata-se sim, de um livro FICTÍCIO além de muito mal informativo, pois como dito, foi muito mal pesquisado. Até os dizeres do escritor Oleone Coelho Fontes que fez a introdução do citado livro, e que também escreveu o excelente livro "Lampião na Bahia" em muitas vezes se esbarram em situações totalmente contrárias ao pensamento do autor Pedro de Morais.

Para maiores informes sobre o meu livro e sobre a sua repercursão acessem o site www.cangacoemfoco.jex.com.br

Archimedes Marques

Data 26/01/2012
De Euclidense
Assunto Acessem



acessem a revista, revistavidabrasil.com.br, do lado esquerdo clique em cultura, titulo, Lampiao não era gay, briga de escritores

Data 24/04/2011
De reginaldo lima pinheiro
Assunto cangaceiro lampião.

lampião, foi mito mau, e todo seu bando, a maldade é uma faca de dois gumes , com ferro fere com ferro será ferido.

Data 21/03/2011
De Valandro Ferreira ( São Gabriel - RS )
Assunto Lampião

Sempre me interessei pelo assunto Lampião, já li vários livros sobre ele e o cangaço e infelizmente o que noto nesta farta literatura nordestina sobre o assunto e que nunca autor nenhum chegou a uma conclusão sobre quem era realmente Virgulino Ferreira ( Lampião ), existem muitas fantasias, como esta que li sobre Volta Seca que teria bebido o sangue de um soldado após sangra-lo... Que os cangaceiros usaram as " banha " de um gordo " macaco " prá lubrificar fuzil... Coisas que não se sabe ser verdade ou não, o que é lamentavel num assunto farto e que marcou a historia do Brasil na época. O último livro sobre lampião que li foi escrito por um policial militar ( da Paraiba ) que não recordo o nome que diz entre outras coisas que teria falado com lampião e que este teria morrido com mais de noventa anos... Quer dizer, se isto é verdade, muda toda história do cangaço que até os dias de hoje infelizmente existe muitas coisas ocultas que penso eu, não vieram a público ( a verdade ) para manter viva a lenda Lampião e sabemos que o Capitão Virgulino não foi lenda aconteceu mas infeliz mente está " escondido " por tras da história !

Data 15/08/2012
De Archimedes Marques
Assunto Lampião

Meu caro Valandro Ferreira.

Existem muitos mistérios, invencionices e lendas dentro do assunto cangaço, entretanto essa possibilidade de Lampião não ter morrido em Angico é totalmente descartada. Primeiro porque a cabeça dele foi apresentada e colocada à exposição publica, segundo porque se houvesse uma armação para a volante matr alguem parecido com ele e colocar como sendo o próprio, como se explica o fato de se ter matado também a sua amada Maria Bonita e mais nove cangaceiros naquele dia 28 de julho de 1938 em Angico?... E os cangaceiros que sobreviveram à chacina ou suposto combate de Angico que também deram diversas entrevistas confirmando a historia e a morte de Lampião, estariam todos eles macumonados e envolvidos com a fraude?... A própria polícia volante do então Tenente Bezerra estaria envolvido com a fraude?... Dentro dessa possibilidade de ter havido uma fraude o escritor Jose Geraldo Aguiar escreveu o livro "Lampião, o invencível. Duas vidas, duas mortes - o outro lado da moeda." Cujo livro diz que Lampião viveu em Buritis de Minas até falecer em 3 de agosto de 1993, ou seja, supostamente, através da fraude, teria vivido incognita naquelas terras e morrido aos 96 anos de idade, apesar do autor se esforçar nos seus argumentos, a sua principal prova que seria a fotorafia que ele teria tirado do suposto Lampião (então ja velho) e que inclusive está na capa do seu livro, hoje, através dos recursos tecnologicos que temos foi feito uma comparação com uma fotografia dele ainda novo e o resultado foi totalmente diferente, ou seja, as caracteristicas não se concretizaram, mais de perto ainda, comprovou-se que a fotografia do velho apresentado como sendo Lampião (apesar de parecido) não tinha a ver com o verdadeiro Lampião das tantas fotografias que existem por aí...

Assim sendo, solicito a todos aqueles que gostem do assunto cangaço e que queiram tirar dúvidas que entrem em contato comigo através do endereço de e-mail archimedes-marques@bol.com.br que terei o maior prazer de respostar todas as indagações possíveis, assim como, solicito também que acessem o meu site www.cangacoemfoco.jex.com.br e que por consequencia adquiram o meu livro LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE, já especificado noutro comentário desta página.

Atenciosamente

Archuimedes Marques

Data 08/01/2011
De IRAQUE
Assunto LAMPIÃO


Como suponho ser do conhecimento daqueles que se interessam pelo tema cangaço, e, mais especificamente, LAMPIÃO, já ficou estabelecida a natureza controversa desse assunto. Para alguns, LAMPIÃO não passou de um covarde assassino que, geralmente, sangrava vítimas impotentes, sem o menor remorso, de maneira fria. Segundo outros, LAMPIÃO foi um guerrilheiro lutando contra os poderosos da época. Não sou especialista nesse assunto. No entanto, creio que não podemos divorciar a figura de LAMPIÃO do contexto sócio-político-econômico onde ele se originou. Acredito que não seria cem por cento objetivo adotar uma postura episódica,levar em consideração o terrorismo praticado por LAMPIÃO e seus seguidores, sem dar uma passada de olhos no contexto que deu origem às suas trágicas existências. O certo é que eu nem era nascido quando LAMPIÃO e seus homens espalhavam terror em vários Estados do Nordeste. Para saber a respeito dessa história, dependo da honestidade e da objetividade das pessoas que escreveram a respeito de LAMPIÃO. Consequentemente, não posso afirmar taxativamente, sem sombra de dúvida, que LAMPIÃO foi tão somente um sanguinário indivíduo, e também não posso transformá-lo num bandido social, pois não tenho certeza de que ele se preocupava com a miséria dos nordestinos que viviam sob a canga do coronelismo daquela época.

 

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